Por Prof Ms Jorge
Ricardo Menezes da Silva
A responsabilidade social, em
uma análise do significado das palavras, poder-se-ia afirmar que se refere ao
compromisso coletivo assumido pela sociedade organizada em função dos hiatos
sociais que excluem pessoas e as deixam a margem desta mesma sociedade.
A educação, como instrumento
de inclusão social, deve assumir papel significativo atuando em perspectivas
holísticas que permitam ao educando sua politização de modo a conduzi-lo a
uma postura cidadã crítica e participativa.
Neste sentido Morin postula que simultaneamente o todo é mais e menos que a soma entre as partes. Esta relação dialógica nos conduz a crença que os atores intervenientes nos processos sociais, dependendo das posturas assumidas, podem contribuir ou não para minimizar os efeitos de fenômenos sociais excludentes.
Neste sentido Morin postula que simultaneamente o todo é mais e menos que a soma entre as partes. Esta relação dialógica nos conduz a crença que os atores intervenientes nos processos sociais, dependendo das posturas assumidas, podem contribuir ou não para minimizar os efeitos de fenômenos sociais excludentes.
Esta mudança de postura exige
um novo ou renovado tratamento de educação. Uma educação voltada para hábitos e
atitudes, uma educação voltada para práticas sociais, uma educação voltada para
o protagonismo, uma educação voltada para o saber fazer, para formação do homo
faber, uma educação voltada para o saber viver e conviver, para formação do
homo socius.
A construção dialógica do
homo faber que se conforma na relação interativa entre as partes constituintes
de um sistema. De forma mais clara, todas as partes de um sistema,
complementares, antagônicas ou concorrentes, contribuem para a harmonizar
o equilíbrio complexo das estruturas laborais.
Tem-se impelido o meio
acadêmico e educacional de assumirem um compromisso mais estreito com a
formação consciente do cidadão no que se refere as competências atitudinais
conduzindo a juventude ao pensar e ao agir na perspectiva do protagonismo junto
aos problemas sociais, econômicos e ambientais.
O desenvolvimento de ações
educativas dirigidas ao envolvimento espontâneo em mecanismos de transformação
social por meio de estratégias de aprendizagem dialéticas, construídas por meio
de atividades de campo, tendo como viés a metodologia científica
conduzem a uma forma de se produzir estabilidade entre a ação e a
reflexão.
Esta pesquisa participativa
congrega a comunidade escolar a compreender as questões cotidianas
como um fenômeno social, a enfrentar as situações-problema tecidas pelo
conjunto de atividades humanas e seus pontos de equilíbrio e de desequilíbrio,
a construção de argumentações que expliquem e/ou justifiquem os conflitos
sócio-ambientais, vividos pela comunidade, a elaborar propostas de intervenção
na realidade, gerando conhecimento e sistematizando a experiência.
De acordo com as postulações
de Escámez & Gil, a responsabilidade é aquela qualidade da ação que
possibilita que se possa demandar às pessoas que ajam moralmente. Nesta
perspectiva, se conjectura que esta qualidade atitudinal é uma construção
histórica desenvolvida por cada ser humano no campo pessoal e social, numa
relação intrapessoal e interpessoal, da pessoa consigo mesmo e com o outro.
A responsabilidade é uma dimensão
ética da personalidade e possui conexão com a formação da postura cidadã, que
implica a participação com a vida pública, com a politização, com a
transformação social.
A hominização, revelada como
construção do homo socius, que se expressa pela transformação do comportamento
animal em comportamento racional e emocional evolutivo, se estrutura
em função de uma educação alicerçada em princípios éticos e que
disponha de tratamento sistêmico tecendo condutas, posturas, hábitos e atitudes
com vocação e apelo para coletividade.
Em face de todas as premissas
anteriormente apresentadas, pontuamos que o protagonismo na educação é agente
que contribui para a construção de identidade cidadã, autonomia intelectual e
moral, comportamento ético balizado no respeito a diversidade e a pluralidade
de idéias, formação de atitudes virtuosas, quesitos necessários ao ser humano
do século XXI.
O desenvolvimento do
protagonismo exige por parte do educador uma postura pró-ativa uma vez que dele
se exige operações cognitivas balizadas na dialética instaurando o clima cívico
participativo na sala de aula, proporcionando um cenário democrático e não
autocrático de gestão da disciplina e dos saberes disseminados.
Por todas as razões
apresentadas, assumimos como premissa educativa a pedagogia por projetos de
trabalho, por se tratar de um roteiro que valoriza a participação do educando
na leitura de mundo contribuindo com os indivíduos e grupos sociais no sentido
de desenvolverem senso de responsabilidade e de urgência com relação aos
problemas para assegurar a ação apropriada para solucioná-los.

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