Por Prof Ms Jorge
Ricardo Menezes da Silva
As observações
de Morin e de seu pensamento complexo acerca do ser humano e de sua condição
integrada a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e
histórico refletem a amplitude da própria condição humana: um ser ao mesmo
tempo em que se revela singular revela-se, também, plural. Neste sentido,
entendemos que o desenvolvimento social está diretamente conectado a teia dos
desenvolvimentos cognitivo, psicomotor e afetivo.
Decerto, o
relacionamento social e seu desenvolvimento são construídos em função das
relações interpessoais e intrapessoais, postuladas por Gardner e Goleman, que
se instituem ao longo da evolução humana, estruturadas principalmente em função
das considerações apresentadas pelas teorias desenvolvimentistas de Piaget e de
Kohlberg pautados pelo desenvolvimento sociomoral, da anomia a autonomia,
passando pela heteronomia, da orientação para punição e obediência aos princípios
universais de consciência, formas de expressar a conduta humana ao longo de sua
evolução etária, psicológica e cognitiva.
A teoria do
apego desenvolvida por Bowlby expressa a conduta humana pode ser mais bem
entendida a partir da aplicação dos conceitos evolucionistas biológicos. O
comportamento e as relações sociais, nas perspectivas deste autor, evoluem
conforme o crescimento etário e psicológico da pessoa onde postula momentos de
comportamentais consolidados e outros de transição relacional vivenciados na
infância e na adolescência.
Na infância
fica caracterizado o apego da criança ao progenitor. Esta caracterização
expressa o comportamento de dependência quase que absoluta para manutenção das
necessidades básicas do infante. Conforme a evolução etária, a criança
manifesta alguns comportamentos sociais característicos em busca de sua
independência, mas mantém forte ligação a estrutura familiar.
Esta manifestação biológica quase que instintiva é reforçada pela relação social formatada, também, pelas linhagens da raça humana. Caucasóides, mongolóides e negróides e seus desdobramentos étnicos tem características comportamentais diferenciadas na criação de suas proles, na educação de seus filhos e aspectos culturais particulares que determinam e modelam suas relações sociais na família e na comunidade.
Esta manifestação biológica quase que instintiva é reforçada pela relação social formatada, também, pelas linhagens da raça humana. Caucasóides, mongolóides e negróides e seus desdobramentos étnicos tem características comportamentais diferenciadas na criação de suas proles, na educação de seus filhos e aspectos culturais particulares que determinam e modelam suas relações sociais na família e na comunidade.
Na
adolescência vivenciam-se algumas rupturas sociológicas significativas. O grupo
social da criança é um, geralmente gerado em função das relações que
estabelecem na escola e em sua comunidade, e caracteriza-se pela relação
interpessoal entre pessoas de mesmo sexo. Nesta faixa etária evolutiva, o ser
humano começa a experimentar relações pautadas por interesses cognitivos,
comportamentais e culturais.
Neste sentido
é comum a formação das ditas "panelinhas" que revelam a conformação
de tribos pautadas por gostos coletivos. Atualmente, a internet tem criado um
outro modelo de relação social, a relação virtual, e como um modismo que virou
uma epidemia nossa sociedade vive a doença das mensagens rápidas via postadas
em celulares em qualquer lugar sem o menor pudor. Este movimento está modelando
uma nova teia relacional, tanto na infância quanto na adolescência. Todavia,
este é outro papo...

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