sábado, 28 de setembro de 2013

OLHARES SOBRE O DESENVOLVIMENTO DOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS

Por Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva
 
As observações de Morin e de seu pensamento complexo acerca do ser humano e de sua condição integrada a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico refletem a amplitude da própria condição humana: um ser ao mesmo tempo em que se revela singular revela-se, também, plural. Neste sentido, entendemos que o desenvolvimento social está diretamente conectado a teia dos desenvolvimentos cognitivo, psicomotor e afetivo.
Decerto, o relacionamento social e seu desenvolvimento são construídos em função das relações interpessoais e intrapessoais, postuladas por Gardner e Goleman, que se instituem ao longo da evolução humana, estruturadas principalmente em função das considerações apresentadas pelas teorias desenvolvimentistas de Piaget e de Kohlberg pautados pelo desenvolvimento sociomoral, da anomia a autonomia, passando pela heteronomia, da orientação para punição e obediência aos princípios universais de consciência, formas de expressar a conduta humana ao longo de sua evolução etária, psicológica e cognitiva.
A teoria do apego desenvolvida por Bowlby expressa a conduta humana pode ser mais bem entendida a partir da aplicação dos conceitos evolucionistas biológicos. O comportamento e as relações sociais, nas perspectivas deste autor, evoluem conforme o crescimento etário e psicológico da pessoa onde postula momentos de comportamentais consolidados e outros de transição relacional vivenciados na infância e na adolescência.
Na infância fica caracterizado o apego da criança ao progenitor. Esta caracterização expressa o comportamento de dependência quase que absoluta para manutenção das necessidades básicas do infante. Conforme a evolução etária, a criança manifesta alguns comportamentos sociais característicos em busca de sua independência, mas mantém forte ligação a estrutura familiar.
Esta manifestação biológica quase que instintiva é reforçada pela relação social formatada, também, pelas linhagens da raça humana. Caucasóides, mongolóides e negróides e seus desdobramentos étnicos tem características comportamentais diferenciadas na criação de suas proles, na educação de seus filhos e aspectos culturais particulares que determinam e modelam suas relações sociais na família e na comunidade.
Na adolescência vivenciam-se algumas rupturas sociológicas significativas. O grupo social da criança é um, geralmente gerado em função das relações que estabelecem na escola e em sua comunidade, e caracteriza-se pela relação interpessoal entre pessoas de mesmo sexo. Nesta faixa etária evolutiva, o ser humano começa a experimentar relações pautadas por interesses cognitivos, comportamentais e culturais.
Neste sentido é comum a formação das ditas "panelinhas" que revelam a conformação de tribos pautadas por gostos coletivos. Atualmente, a internet tem criado um outro modelo de relação social, a relação virtual, e como um modismo que virou uma epidemia nossa sociedade vive a doença das mensagens rápidas via postadas em celulares em qualquer lugar sem o menor pudor. Este movimento está modelando uma nova teia relacional, tanto na infância quanto na adolescência. Todavia, este é outro papo...

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