Por
Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva
Em
geral, acessibilidade curricular carrega em sua essência permitir uma proposta
pedagógica em que a participação do educando nas atividades escolares e o
desenvolvimento de competências, habilidades, hábitos e atitudes que tenham por
finalidade o saber, o fazer, o agir, o ser e o conviver da pessoa humana. Coaduna
a esta definição, as relações humanas no âmbito da comunidade escolar e a intersecção
da diversidade advinda pela práxis coletiva revelada nos valores, sentimentos,
atitudes, rituais, saberes e ações, nos tempos e espaços educacionais
protagonizadas pelos atores escolares. Finalmente, inclusão no currículo, a ser
construído para os educandos e desenvolvido com todos eles deve considerar
estes estruturantes senão a ação curricular tende a ser um vazio funcional e
sem afetividade com o educando.
Quanto
a representatividade para o aluno, acessibilidade curricular se mostra como forma
salutar e efetiva nas estradas escolares com contingência de leva-lo ao alcance
dos objetivos e finalidades educativas. Implica ingresso na escola. E
permanência, com bons resultados.
Coopera
para a composição de sujeito educativo protagonista em suas aprendizagens
tomando conhecimento dos objetos externos a partir de referenciais próprios,
por meio da criação de espaços sócio pedagógicos interativos que favoreçam às
relações de contraste, respeito a diversidade e as diferenças no contexto
escolar. Possibilita a emergência de sentimentos de valorização da pessoa
compreendendo suas virtudes e limitações, bem como a oportunidade do educando
levar para sua vida pessoal, familiar e social as experiências bem sucedidas,
conquistando reconhecimento e estímulo, elevando sua autoestima .
Promover
acessibilidade curricular significa, também, propor um alicerce téorico e
prático curricular pautado no respeito à diversidade dos alunos e as
suas diferenças, dando vez e voz a todos, indiscriminadamente.
Torna
digno estruturar o trabalho pedagógico direcionado à valorização da autonomia e
da participação dos educandos em espaços coletivos. Defende como ponto
preponderante da intervenção pedagógica como atividade humana em todas as suas
dimensões — Sensibilidade, Motivo, Projeção de Finalidade, Análise da
Realidade, Plano de Ação, Ação e Avaliação— disponibilizando instrumentos teórico-metodológicos
aos educadores, educadores e gestores para que possam ir além do currículo
disciplinar instrucionista, que tem caracterizado tantas de nossas instituições colocando assim o sujeito de aprendizagem em
contato com suas possibilidades e oportunidades de sucesso.
O
currículo tem uma função educativa e social. Se for compreendido ao modo de Celso
Vasconcellos como “Um currículo que tem a Atividade Humana como Princípio
Educativo está profundamente comprometido, simultaneamente, com a Atividade
Discente e com a Atividade Docente’. A perspectiva é a superação tanto da
passividade quanto da reatividade das práticas instrucionistas. Chama a atenção
a falta de sentido pessoal para a prática, seja por parte do aluno seja do
próprio professor. São ações mecânicas, mas não autênticas Atividades Humanas”.
O
desafio é este, dispor de um currículo que contemple aos educandos em suas singularidades
sejam estas acentuadas ou não, superando a lógica excludente e classificatória.

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