terça-feira, 31 de março de 2015

OLHARES SOBRE A ACESSIBILIDADE CURRICULAR

Por Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva


Em geral, acessibilidade curricular carrega em sua essência permitir uma proposta pedagógica em que a participação do educando nas atividades escolares e o desenvolvimento de competências, habilidades, hábitos e atitudes que tenham por finalidade o saber, o fazer, o agir, o ser e o conviver da pessoa humana. Coaduna a esta definição, as relações humanas no âmbito da comunidade escolar e a intersecção da diversidade advinda pela práxis coletiva revelada nos valores, sentimentos, atitudes, rituais, saberes e ações, nos tempos e espaços educacionais protagonizadas pelos atores escolares. Finalmente, inclusão no currículo, a ser construído para os educandos e desenvolvido com todos eles deve considerar estes estruturantes senão a ação curricular tende a ser um vazio funcional e sem afetividade com o educando.
Quanto a representatividade para o aluno, acessibilidade curricular se mostra como forma salutar e efetiva nas estradas escolares com contingência de leva-lo ao alcance dos objetivos e finalidades educativas. Implica ingresso na escola. E permanência, com bons resultados.
Coopera para a composição de sujeito educativo protagonista em suas aprendizagens tomando conhecimento dos objetos externos a partir de referenciais próprios, por meio da criação de espaços sócio pedagógicos interativos que favoreçam às relações de contraste, respeito a diversidade e as diferenças no contexto escolar. Possibilita a emergência de sentimentos de valorização da pessoa compreendendo suas virtudes e limitações, bem como a oportunidade do educando levar para sua vida pessoal, familiar e social as experiências bem sucedidas, conquistando reconhecimento e estímulo, elevando sua autoestima .
Promover acessibilidade curricular significa, também, propor um alicerce téorico e prático curricular pautado no respeito à diversidade dos alunos e as suas diferenças, dando vez e voz a todos, indiscriminadamente.
Torna digno estruturar o trabalho pedagógico direcionado à valorização da autonomia e da participação dos educandos em espaços coletivos. Defende como ponto preponderante da intervenção pedagógica como atividade humana em todas as suas dimensões — Sensibilidade, Motivo, Projeção de Finalidade, Análise da Realidade, Plano de Ação, Ação e Avaliação— disponibilizando instrumentos teórico-metodológicos aos educadores, educadores e gestores para que possam ir além do currículo disciplinar instrucionista, que tem caracterizado tantas de nossas instituições  colocando assim o sujeito de aprendizagem em contato com suas possibilidades e oportunidades de sucesso.
O currículo tem uma função educativa e social. Se for compreendido ao modo de Celso Vasconcellos como “Um currículo que tem a Atividade Humana como Princípio Educativo está profundamente comprometido, simultaneamente, com a Atividade Discente e com a Atividade Docente’. A perspectiva é a superação tanto da passividade quanto da reatividade das práticas instrucionistas. Chama a atenção a falta de sentido pessoal para a prática, seja por parte do aluno seja do próprio professor. São ações mecânicas, mas não autênticas  Atividades Humanas”.

O desafio é este, dispor de um currículo que contemple aos educandos em suas singularidades sejam estas acentuadas ou não, superando a lógica excludente e classificatória.

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