sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Olhares sobre a Escola e o Trabalho

 
Por Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva
 
Inúmeras vezes somos indagados em relação à validade de uma educação que estimule a laboralidade, o trabalho. Ora o que é o trabalho senão que a administração cronológica para cumprimento de metas e prazos. Na vida pessoal, social e profissional o que mais fazemos é a gestão do tempo, para cumprirmos inúmeras tarefas que somos incumbidos.
A construção do homo faber se estrutura justamente pela nossa capacidade e competência em darmos conta de nossas incumbências que sempre são parametrizadas pelo tempo, que por muitas vezes é o nosso grande grilhão, mas não o vilão.Neste sentido, desenvolver modelos educativos que conduzam as aprendizagens significativas se traduzem como o maior desafio imposto aos educadores do século XXI.
Portanto, o ensino médio que se destina ao preparo para a vida deve ter tratamento pedagógico que congregue um processo interativo entre o aprender a aprender, o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a ser, o aprender a conviver, o aprender a viver e a laboralidade, reforçando a vida em sociedade e o mundo do trabalho.
O mundo laboral será o objeto e o objetivo da formação escolar por meio de estratégias de ensino & aprendizagem balizadas no paradigma Toyotista/Volvista porque o homem produtivo do início do século XXI requer competências e habilidades laborais diferentes daqueles que atuavam nos processos de repetitivos para reprodução de bens e de serviços que modelados pelo Fordismo/Taylorismo impunham a racionalização e divisão do trabalho, um cartesianismo cruel, disjuntivo e alienante.
O modelo requerido para laboralidade na contemporaneidade exige capacidade de abstração, criatividade e inventividade, compreensão da interdependência entre os fenômenos, comprometimento com a qualidade, capacidade para o trabalho em equipe, flexibilidade, polivalência, autonomia intelectual, responsabilidade, capacidade de solucionar problemas, adaptabilidade, proatividade, postura empreendedora, autodesenvolvimento, dentre inúmeras  características que nutrem a formação da cidadania crítica e consciente.
A proatividade é uma exigência para o profissional, uma necessidade fundamental da laboralidade. Nada nos resta a fazer senão estimular o "ficar esperto" e o "Dar teu jeito". Significa muita agilidade em apresentar soluções diante de problemas e isso se traduz num comportamento não reativo na busca da definição do problema e da melhor alternativa.
Trabalhar a postura empreendedora é trabalhar o autodesenvolvimento  reconhecendo que o sucesso de qualquer empreendimento depende das circunstâncias estratégicas que você traça para sua vida com forte dose de iniciativa, criatividade, proatividade e ética.
Não adianta ter posturas de Educação propedêutica, pela valorização da memorização, que prepare o educando para um futuro, muitas vezes incerto. A educação só tem validade quando prepara o educando para o exercício da cidadania e cidadania se exerce pela autonomia financeira, que é obtida pelo trabalho. Escola boa é aquela que ensina a trabalhar e trabalho se aprende fazendo...

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