Por Prof Ms
Jorge Ricardo Menezes da Silva
Inúmeras vezes
somos indagados em relação à validade de uma educação que estimule a
laboralidade, o trabalho. Ora o que é o trabalho senão que a
administração cronológica para cumprimento de metas e prazos. Na vida
pessoal, social e profissional o que mais fazemos é a gestão do tempo, para
cumprirmos inúmeras tarefas que somos incumbidos.
A construção
do homo faber se estrutura justamente pela nossa capacidade e competência em
darmos conta de nossas incumbências que sempre são parametrizadas pelo tempo,
que por muitas vezes é o nosso grande grilhão, mas não o vilão.Neste sentido,
desenvolver modelos educativos que conduzam as aprendizagens significativas se
traduzem como o maior desafio imposto aos educadores do século XXI.
Portanto, o
ensino médio que se destina ao preparo para a vida
deve ter tratamento pedagógico que congregue um processo interativo entre o
aprender a aprender, o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a
ser, o aprender a conviver, o aprender a viver e a laboralidade, reforçando
a vida em sociedade e o mundo do trabalho.
O mundo
laboral será o objeto e o objetivo da formação escolar por meio de
estratégias de ensino & aprendizagem balizadas no paradigma
Toyotista/Volvista porque o homem produtivo do início do século XXI requer
competências e habilidades laborais diferentes daqueles que atuavam nos
processos de repetitivos para reprodução de bens e de serviços que modelados
pelo Fordismo/Taylorismo impunham a racionalização e divisão do trabalho, um
cartesianismo cruel, disjuntivo e alienante.
O modelo
requerido para laboralidade na contemporaneidade exige capacidade de abstração,
criatividade e inventividade, compreensão da interdependência entre os
fenômenos, comprometimento com a qualidade, capacidade para o trabalho em
equipe, flexibilidade, polivalência, autonomia intelectual, responsabilidade,
capacidade de solucionar problemas, adaptabilidade,
proatividade, postura empreendedora, autodesenvolvimento, dentre inúmeras
características que nutrem a formação da cidadania crítica e consciente.
A proatividade
é uma exigência para o profissional, uma necessidade
fundamental da laboralidade. Nada nos resta a fazer senão estimular o
"ficar
esperto" e o "Dar teu jeito". Significa muita agilidade em
apresentar
soluções diante de problemas e isso se traduz num comportamento não reativo
na busca da definição do problema e da melhor alternativa.
Trabalhar a
postura empreendedora é trabalhar o autodesenvolvimento
reconhecendo que o sucesso de qualquer empreendimento depende das
circunstâncias estratégicas que você traça para sua vida com forte dose de
iniciativa, criatividade, proatividade e ética.
Não adianta
ter posturas de Educação propedêutica, pela valorização da
memorização, que prepare o educando para um futuro, muitas vezes incerto. A
educação só tem validade quando prepara o educando para o exercício da
cidadania e cidadania se exerce pela autonomia financeira, que é obtida pelo
trabalho. Escola boa é aquela que ensina a trabalhar e trabalho se aprende
fazendo...

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