Por Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva
Para quem é nascido e criado na região, como é o meu caso, entendemos que os cenários de exclusão social acentuado por anos a fio de abandono político que relegaram a educação, a saúde pública, a habitação, a cultura e a segurança uma herança maldita que proporcionaram a emergência crítica de problemas crônicos da ecologia seja na ordem natural, social e humana.
Os reflexos deste abandono estão no transporte rodoviário e ferroviário precários, que se demostraram na contramão dos processos de ocupação, seja ordenada ou a desordenada, esta última “patrocinada” por interesses de pessoas que buscavam sua promoção social pela política, e de crescimento populacional. Estão, também, na malha rodoviária onde as principais artérias são lotadas de buracos devido a pavimentação precária e sem a manutenção adequada, seja a corretiva, seja a preventiva.
Outro aspecto de suma relevância encontra-se na segurança. Hoje um tiro na zona Sul estampa a primeira página dos principais jornais impressos e se torna ancora nos telejornais. Aqui, durante o dia e a noite ouvimos e convivemos com sons pro vindos da artilharia entre marginais, fechamento de vias públicas e de escolas, uma sociedade refém.
Entendemos e consideramos que a educação nas principais economias do mundo é encarada como o investimento em capital humano, capaz de deslanchar o desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico que alavancam o desenvolvimento econômico.
Devemos encarar que discursos são palavras vazias até que alguém lhes dê significado e significância. Qual o desenvolvimento que de fato queremos? A implantação do complexo industrial e a ampliação do parque já existente garantirá sustentabilidade para região? Por si só garantirá a empregabilidade do povo de Santa Cruz, Itaguaí, Seropédica e Mangaratiba? Que conjunto de ações e práticas estão sendo criadas para fortalecer e tornar mais efetiva as condições locais, principalmente para aqueles que vivem e convivem nos cenários de exclusão?
Consideramos que o investimento social capaz de atender as demandas do desenvolvimento econômico devem estar pautados na formação de uma rede entre as organizações que atuam na região, apoiando a cooperação institucional e proporcionando uma força mais coletiva as reivindicações que atendam de forma mais plena aos anseios, desejos e necessidades da região.
Estas decisões históricas devem ser tomadas porque ao longo do século XX testemunhamos incontáveis fracassos de sonhos do nosso destino coletivo. O tempo exige uma série de ações que possibilitem a emergência de um novo agir em prol das comunidades que compõem a nossa cidade e o nosso estado.
Este é um sonho possível e a educação básica e profissional um caminho, que como diz o poeta um caminho se faz ao caminhar. Caminhemos, então.
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