Por Prof Ms Jorge Ricardo Menezes da Silva
Vou começar esta reflexão mergulhando na sabedoria das argumentações de alguns pensadores. Francamente, não irei me preocupar se academicamente eles fazem parte de uma mesma linha filosófica pois, creio que cada um deles independente de suas escolhas e escolas, tentam agregar valor a existência humana e por mais que alguns deles tenham sido contaminados pelo cartesianismo e tenham analisado fragmentos da realidade e não o todo, suas contribuições são, de fato, observações sobre as vivências, necessidades, desejos, anseios e receios de quem vive e convive.
O que é a complexidade? A primeira vista, a complexidade é um tecido (complexus: o que é tecido em conjunto) de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. Na segunda abordagem a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos que constituem o nosso mundo fenomenal.
Edgar Morin
A transmissão dos atributos específicos, que distinguem o homem, se faz por uma via que é social, como eles o são: essa via é a ação educativa. Ela é fenômeno eminentemente social.
(...) só uma cultura amplamente humana pode dar às sociedades modernas os cidadãos de que elas têm necessidade.
Emile Durkheim
A noção de separação seria desprovida de sentido se nós não tivéssemos começado a religá-las (como margens do rio), os nossos pensamentos finalizados, nas nossas necessidades, na nossa imaginação.
Georg Simmel
Não haveria cultura nem história sem criatividade, sem a liberdade sendo exercida ou sem a liberdade pela qual, sendo negada, se luta. Não haveria cultura nem história sem risco, assumido ou não, quer dizer , risco de que o sujeito que corre se acha mais ou menos consciente. Posso saber agora que riscos corro, mas sei que , como presença no mundo, corro riscos. È que o risco é um ingrediente necessário à mobilidade sem a qual não há cultura nem história.
Paulo Freire
O mote, isto é, a idéia expressa nos discursos das empresas é que a educação, uma vez sendo o instrumento de perpetuação da humana, no âmbito sociocultural e tecnocientífico, deve preparar para o exercício da cidadania e qualificar a pessoa para o mercado de trabalho.
Preparar para o exercício da cidadania significa atribuir criticidade, multiculturalismo e respeito a diversidade. Qualificar para o mercado de trabalho é habilitar para o exercício profissional agregando ao educando valores intelectuais, sociais, morais e espirituais que permitam o trabalho em equipe, a emergência do espírito criativo, o empreendedorismo, a polivalência e a visão sistêmica, dentre incontáveis parâmetros exigidos na contemporaneidade.
Ora, a escola deve ser estruturada e se estruturar para ser ambiente que dê as respostas as demandas humanas. A educação precisa ser munida e se municiar das ferramentas culturais que permitam a emergência. A grande questão é do como fazê-lo? Como estar munido e se municiar das necessidades da vida no hoje e para o amanhã? Como intervir nas realidades de forma a integrar o ser constituindo-se e constituindo-lhes instrumentos cognitivos, procedimentais e atitudinais sintonizados com nosso tempo?
A resposta é simples e literalmente, como diz a canção de Ivan Lins: Depende de nós / Se esse mundo / Ainda tem jeito / Apesar do que O homem tem feito / Se a vida sobreviverá, esta se construirá com conscientização, com consciência mais ação, com argumentação e elaboração de propostas de intervenção na realidade.
A existência de fóruns de debates é um caminho salutar para a construção de novos horizontes, não precisamos aguardar que sonhadamente um super – herói venha nos salvar.
Para isso as pessoas devem se colocar a disposição e não tão somente repetir frases prontas, lembram do mote? Temos que sair de nossos grilhões e, com a mão na massa, fazermos o que é necessário, o que é salutar, o que é vital. Vamos unir esforços?
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